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Economia!

SC segue com a menor taxa de desemprego do país

Essa queda de 0,5 ponto percentual significa 13 mil pessoas a menos sem trabalho.

14/02/2020 13h53
Por: Maico Zanotelli
Fonte: NSC
Roberto Scola, banco de dados
Roberto Scola, banco de dados

A economia de Santa Catarina conseguiu mais avanço na expansão da oferta de trabalho com o recuo da taxa de desemprego de 5,8% para 5,3% na passagem do terceiro trimestre do ano passado para o quarto trimestre. No ano de 2019, o Estado teve taxa média de desemprego de 6,1%. Os dados são da pesquisa Pnad Contínua Trimestral do IBGE e mostram a já tradicional posição de menor taxa de desemprego do país. Segundo a pesquisa, SC fechou setembro com 222 mil trabalhadores desocupados e, em dezembro, recuou para 209 mil desocupados. Essa queda de 0,5 ponto percentual significa 13 mil pessoas a menos sem trabalho. 

Apesar da taxa geral positiva, os dados da Pnad mostram que a empregabilidade no Estado vem mudando. O número de pessoas trabalhando por conta própria subiu de 786 mil para 823 mil, o que significa um acréscimo de 37 mil pessoas no último trimestre do ano passado, 22,5% do total. O número de trabalhadores sem carteira assinada cresceu de 247 mil para 253 mil, o que representa 6 mil a mais. 

No Brasil, a taxa de desocupação no quarto trimestre ficou em 11%, com retração de 0,8 ponto percentual frente ao trimestre anterior. A taxa média anual caiu de 12,3% em 2018 para 11,9% em 2019. As maiores taxas de desemprego foram registradas na Bahia (16,4%), Amapá (15,6%), Sergipe e Roraima (14,8%). As menores foram em SC (5,3%), Mato Grosso (6,4%) e Mato Grosso do Sul (6,5%), apurou a Pnad. 

Santa Catarina também apresentou a menor taxa de subutilização da força de trabalho, que consiste no percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial. O Estado fechou o quarto trimestre com 10,2%, seguido por Mato Grosso com 12,9% e o Rio Grande do Sul com 14,6%. A média nacional ficou em 23% e as piores taxas foram apuradas no Piauí (42%), seguido por Bahia (39%) e Maranhão (38,2%). 

Segundo o IBGE, o Estado teve o menor percentual de desalentados (0,8%) frente a 16,8% da média do país; o maior percentual de pessoas com carteira assinada (87,7%) enquanto a média nacional ficou bem menor (74%). No caso do trabalho por conta própria, SC ficou em segundo lugar no país com 22,5%, enquanto o Distrito Federal teve menos,19,4%, e São Paulo ficou em terceiro lugar, com 21,4%.

Tema polêmico do ministro da Economia esta semana, o número de trabalhadores domésticos no Estado cresceu de 173 mil para 181 mil no trimestre, com acréscimo de 8 mil novas vagas. 

Considerando dados gerais, o Estado encerrou o quarto trimestre do ano com um total de população estimada de 7,184 milhões de pessoas, sendo 3,695 mil ocupadas. A renda média ficou em R$ 2.556 e a renda média dos empregadores, R$ 5.238. 

O melhor desempenho de SC no emprego está ligado principalmente à diversificação da economia, boa distribuição da atividade econômica, forte segmento de pequenas empresas, alta taxa de exportação e oferta de microcrédito produtivo. 

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