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Angústia!

Funcionário de funerária do PR descobre que bebê dado como morto estava vivo

No hospital, o recém-nascido foi medicado, mas no domingo (12) apresentou uma piora em seu quadro e foi dado como morto

15/01/2020 19h41
Por: Júnior Recalcati
Fonte: RIC Mais
Ilustração
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A Polícia Civil está investigando o caso de um bebê encontrado vivo por um funcionário de uma funerária em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, no momento em que foi recolher o corpo no necrotério do hospital.

Ao pai da criança, o funcionário disse que o bebê estava enrolado em um lençol branco, e quando ele o pegou para levar a funerária ouviu um choro. “Quando eu fui na Central de Luto, eu encontrei com o agente funerário que encontrou o meu neném, então, não dá pra precisar a hora, mas ele falou que por volta de umas 4h, ele tava todo enrolado em um pano branco, sozinho no necrotério. Ele falou que quando chegou lá foi pegar o neném e se desesperou, começou a gritar, aí a Unimed falou que ele não podia estar ali dentro”, contou Moisés Santana Leitão.

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De acordo com a família do bebê, Theo Schoenacher Santana tinha cerca de 49 dias, e deu entrada no Hospital da Unimed no último sábado (11), após ingerir leite em pó e apresentar forte refluxo.

No hospital, o recém-nascido foi medicado, mas no domingo (12) apresentou uma piora em seu quadro e foi dado como morto.

Reviravolta

Logo depois de receber a notícia, a família do pequeno se reuniu para preparar o funeral, quando seis horas depois, por volta das 22h, a bisavó do menino recebeu uma ligação do serviço funerário.

No telefone, ela foi informada de que Theo ainda estava vivo e seria encaminhado às pressas a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital Costa Cavalcanti, onde permaneceu internado até segunda-feira (13).

Na segunda pela manhã, o menino sofreu várias paradas cardíacas e veio a óbito. Conforme o hospital, Theo chegou a unidade em grave quadro clínico, e a equipe tomou todas as medidas cabíveis para salvar sua vida.

Para Gabriela Schoenacher Moraes, mãe de Theo, tudo que a família quer é entender o que aconteceu. “A gente agora quer entender o que realmente aconteceu, primeiro, porque independente do fato dele ter ficado vivo, o fato de ele ter morrido quando a gente levou o nosso filho pra ver uma dor abdominal, já é a parte mais horrível. A segunda parte mais horrível, é ele ter ficado vivo esse tempo todo sem os médicos terem visto que ele estava vivo”, desabafou a mãe Gabriela Schoenacher Mora.

“A gente quer só descobrir o que aconteceu, pra saber se tem algum culpado, se não tem, se a gente pode fazer alguma coisa. De preferência que a gente consiga que ninguém passe por isso porque sinceramente, eu nunca achei que fosse possível”, disse Gabriela entre lágrimas.

Após o caso, os pais da criança registraram um Boletim de Ocorrência e a Polícia Civil deve investigar o caso.

Nota oficial do Hospital da Unimed

Em nota, o Hospital da Unimed afirmou que este é um caso inédito, e que está à disposição da família e das autoridades para prestar os esclarecimentos. Além disso, a instituição ressaltou que irá aguardar a conclusão do inquérito para tomar qualquer tipo de providência.

O Instituto Médico Legal (IML) vai encaminhar os exames a Curitiba, e o laudo sobre a morte deve ser divulgado em até 30 dias.

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