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Celebração

Casal de SC celebra 75 anos de casados: 'Estão vivendo o felizes para sempre', diz neta

Jardino e Apolônia Viel se conheceram em um baile no Oeste catarinense. Ele fez simpatia para se casar.

15/01/2020 13h51
Por: Maico Zanotelli
Fonte: G1
Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal

Em 13 janeiro de 1945, o casal Jardino e Apolônia Viel fazia seus votos de matrimônio Igreja Nossa Senhora das Dores de Barra Fria, distrito do interior de Campos Novos, no Oeste catarinense. Nesta segunda-feira, 75 anos depois, o casal celebra bodas de diamante. Atualmente Apolônia tem 94 anos e Jardino, 95. A paixão é o segredo para manter uma relação duradoura por tantos anos.

"Um ainda tem ciúme do outro, um cuida bem do outro, se preocupa muito. Vivem os dois juntos, sempre um cuidando muito do outro. Compartilham tudo, tem companheirismo. Da para dizer que estão vivendo o felizes para sempre", diz a neta do casal, Mariana Viel.

Músico fez simpatia para se casar

Quando estava com 19 anos, o músico Jardino costumava tocar acordeon nos bailes da região, onde podia admirar as moças que frequentavam os locais. Em um dos eventos, uma loira de olhos azuis acabou chamando sua atenção. Essa era Apolônia, a mulher com a qual se casaria pouco tempo depois.

Na época o gaiteiro já tinha interesse em se aproximar de outras duas moças, mas depois de ver Apolônia, teve dúvidas sobre qual delas seria a mulher de sua vida. Foi então que o homem decidiu fazer uma simpatia, que estava na moda.

" Ele plantou dentes de alho que representavam as moças, e na simpatia, aquele que brotasse indicaria a mulher de sua vida", conta a neta do casal, Mariana Viel.

No dia de São João, celebrado em 24 de junho, o alho que representava a dona Póla, como é carinhosamente chamada, brotou. Depois do acontecimento, o casal começou a namorar e não se separou mais.

Primeiros anos de união

Depois do matrimônio, o casal começou a ajudar um ao outro. Apolônia, que na época trabalhava como professora, ensinou Jardino a ler e escrever, além de exercícios básicos de matemática. Por outro lado, a esperteza de Jardino para os negócios auxiliou-o a abrir uma fábrica que confeccionava palhas para produção de cigarros, além de revender acordeões e carros Jeep Willys.

Em seguida o casal começou a trabalhar paralelamente no Correio de Lacerdópolis, cidade próxima a Campos Novos, onde ficou até se aposentar.

75 anos depois

Depois de 75 anos vividos com amor e a união de seus quatro filhos, sete netos e três bisnetos, o casal celebrou na tarde deste domingo (12) no município de Ouro, no Oeste, a data que surpreendeu até o frei, que estava presente e deu uma benção ao casal.

"Foi um momento muito bonito ver os filhos, netos reunidos e o casal estava bastante emocionado. Deu para perceber a felicidade deles. Foi a primeira vez que celebrei bodas de 75 anos, essa é uma situação quase rara, foi um presente e uma alegria para mim", conta o frei Émerson José Orane, da Paróquia de Capinzal.

A neta Mariana conta sorridente sobre os dois estarem vivendo na fase de melhor saúde. Na celebração dos 70 anos de matrimônio o avô estava internado e a família preocupada sem saber se ele conseguiria se recuperar.

Atualmente o casal mora em Ouro com o auxílio de duas cuidadoras, que ficam com eles 24 horas por dia, e recebe diariamente a visita dos familiares que mantém o xodó pelos velhinhos.

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