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Coluna Sandro Risso: Condromalácia patelar

Doença é caracterizada pelo desgaste da cartilagem do osso da patela, localizado na frente do joelho

Sandro Risso

Sandro RissoA coluna Saúde em Foco destaca assuntos relevantes com uma releitura dos principais acontecimentos, teorias e práticas da área. O objetivo é trazer informações que possam auxiliar os leitores no dia a dia, seja para tomar decisões ou simplesmente para aqueles que buscam subsídios em suas argumentações. O colunista, Sandro José Risso, preza pelo elo entre o leitor e o escritor a fim de agregar valores à manutenção e melhoria na saúde de seus seguidores.

09/12/2019 23h06Atualizado há 4 meses
Por: Sandro Risso
Fonte: Dráuzio Varella
Condromalácia patelar
Condromalácia patelar

A condromalácia patelar ou síndrome da dor patelofemoral caracteriza-se pela degeneração da cartilagem articular da patela (ou rótula), um osso localizado na frente do joelho. Esse desgaste pode ocorrer devido a uma série de fatores, como traumas na região, sedentarismo, excesso de peso, desalinhamento do joelho, atividades física de alto impacto e idade. È uma das complicações mais comuns que acometem a articulação do joelho e atinge mais as mulheres.

A condromalácia patelar é classificada em 4 graus:

Grau I: Há certo amolecimento da camada mais externa da cartilagem da patela. Pode haver dor e edema (inchaço);

Grau II: Há lesões na cartilagem com até 1,3 cm de diâmetro. As lesões ainda são pequenas e localizadas;

Grau III: As lesões são maiores que 1,3 cm de diâmetro;

Grau IV: Neste ponto, a cartilagem já sofreu tamanha erosão que é possível visualizar o osso subcondral que a sustenta.

Sintomas da condromalácia patelar podem iniciar com uma dor leve ao redor ou sob a patela, que piora ao descer escadas ou rampas, durante e após a prática esportiva ou após ficar muito tempo sentado. Inchaço, ruídos (como um “clique”) ao se movimentar e ardência podem estar presentes em alguns casos.

Entretanto, nem sempre a condromalácia causa dor, principalmente nos estágios iniciais. Por isso, é muito importante procurar um ortopedista ao primeiro sinal de desconforto.

O diagnóstico é basicamente clínico, a partir dos sintomas, histórico e queixas do paciente. Exames de imagem, como raios X e ressonância magnética da região do joelho, são importantes para definir o quadro com precisão.

Com relação ao tratamento, durante o período aguda da doença, ou seja, quando há dor e inflamação, é necessário interromper toda e qualquer atividade física. Para aliviar os sintomas pode ser usado gelo, analgésicos e anti-inflamatórios.

Após o diagnóstico, é importante que o paciente inicie exercícios de reabilitação com fisioterapia, para fortalecer o quadríceps (músculo localizado na parte da frente da coxa) e melhorar a estabilidade do joelho. Essa etapa funciona como uma espécie de “proteção da cartilagem” e pode impedir ou retardar a progressão da doença. O uso de joelheira (que não tenha furo na região anterior) é um importante coadjuvante nessa fase. Ela auxilia no encaixe da rótula sobre o fêmur, promovendo melhor distribuição de cargas sobre a região e, consequentemente, reduzindo a dor. O tratamento pode levar de 6 a 12 semanas para surgirem os sinais de melhora.

Se a dor persistir mesmo com a reabilitação fisioterápica, o ortopedista pode iniciar uma infiltração com ácido hialurônico para lubrificar a área e fortalecer a camada natural desse ácido que reveste a cartilagem.

Em casos mais avançados e não tendo melhora com o tratamento conservador, pode-se optar pela cirurgia. A cirurgia é chamada de artroscopia, o cirurgião remove fragmentos de cartilagem danificada, promove uma espécie de limpeza geral da articulação e pode realizar outros procedimentos para melhor eficácia.

Recomendações para quem tem condromalácia

Não fique muito tempo com o joelho flexionado. No trabalho, é importante levantar a cada hora para andar pequenas distâncias, fazer bastante alongamento e deixar a perna estendida sempre que possível; 

Lembre que exercícios de fortalecimento do quadríceps são parte integrante do tratamento;

Mantenha o peso adequado. Qualquer sobrecarga pode prejudicar os joelhos;

Evite subir e descer escadas na primeira fase do tratamento;

Faça compressas de gelo a cada 20 minutos, pois elas podem ajudar a aliviar a dor.

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