Extremo-Oeste - Obras na BR-163 devem ser retomadas somente em 2018

Por Júnior Recalcati 20/09/2017 - 18:07 hs
Foto: Felipe Zanin

As obras de revitalização e ampliação da BR-163, entre São Miguel do Oeste e Dionísio Cerqueira, devem ser retomadas somente em 2018. A polêmica surgiu após uma audiência entre o deputado federal, Pedro Uczai (PT/SC), com o diretor geral do Dnit, Valter Casimiro Silveira, nesta terça-feira (19), em Brasília (DF). Também participaram do encontro vereadores e prefeitos do Extremo-Oeste.

Na oportunidade, técnicos da diretoria geral do órgão apontaram a inexistência de orçamento para a obra. A expectativa é que haja reserva de parte do orçamento de 2018, estimado em cerca de R$ 7 bilhões, para o término das adequações no próximo ano.

Conforme Uczai, durante a audiência também foi levantada a hipótese de a bancada federal do Estado destinar recursos de emendas parlamentares para a complementação do orçamento para a conclusão das obras.

O diretor do Dnit comentou ainda que está em processo de rescisão o contrato com a empresa Sul Catarinense, até então responsável pelas obras, que reconheceu incapacidade de continuar os trabalhos. Segundo ele, nos próximos dias será lançado o edital para habilitar uma nova empresa a fim de retomar e concluir o projeto. 

CASIMIRO NO EXTREMO-OESTE

Em três de julho de 2017, uma segunda-feira, o diretor geral do Dnit esteve em São José do Cedro, acompanhado do então superintendente do órgão, em Santa Catarina, Vissilar Pretto, e do deputado federal, Celso Maldaner (PMDB). Na ocasião, Casimiro pediu desculpas pelas condições das rodovias e pediu um prazo de 60 dias para que o trabalho fosse retomado, no entanto, passado o período, a situação continua a mesma.

OBRAS

A novela começou em 2013 quando o projeto inicial apontava o término em maio de 2015 com investimentos de R$ 110 milhões. Porém, em dezembro de 2014, houve paralisação dos trabalhos com atrasos no cronograma e a obra ficou bloqueada por vários meses. Em 2015 algumas frentes de trabalho voltaram as atividades, no entanto, novamente, as equipes paralisaram os trabalhos. Pouco tempo depois a empresa entrou em recuperação judicial.

DÍVIDA DA EMPREITEIRA

A dívida da Sul Catarinense chegaria a aproximadamente R$ 150 milhões, valor que poderia ser contestado por parte dos credores. Do montante, cerca de R$ 98 milhões seriam referentes a dívidas com bancos e R$ 42 milhões a credores diversos. Outros R$ 5 milhões seriam relativos a dívidas trabalhistas. Diante do quadro delicado, resta agora, aguardar a ação efetiva dos órgãos competentes para um final feliz.